fitossanitária
Paraná prorroga emergência contra greening nos pomares por 180 dias
Desde 2023, estado combate a doença que ameaça a citricultura e tenta evitar avanço da praga.
Publicado em
02/07/2025 às 07:55
Atualizado em
O Governo do Estado prorrogou por mais 180 dias a situação de emergência fitossanitária para combate ao greening (HLB) no Paraná. O Decreto nº 10.445 , assinado pelo governador em exercício Darci Piana, foi publicado nesta segunda-feira (30) e permite que o Estado mantenha maior agilidade e efetividade nas ações de controle da doença.
O status está em vigor desde 2023, com uma série de ações contra a praga, que é uma das principais ameaças aos pomares citrícolas, como a orientação aos produtores, erradicação de plantas doentes, plantio de mudas sadias e controle do inseto vetor.
As medidas foram eficientes para combater o greening nas regiões Norte e Noroeste do Estado nos anos anteriores, e agora se concentram no Vale do Ribeira, onde muitos produtores cultivam ponkan.
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A Operação Big Citros, que teve início nesta segunda-feira (30), vai levar fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) a propriedades de Doutor Ulysses e Cerro Azul para orientar os citricultores sobre como identificar as plantas com problemas e fazer os cortes necessários nas mudas que apresentarem sintomas do HLB.
A agência também realizou reuniões com produtores na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em Curitiba para orientá-los sobre como identificar a praga nas frutas e plantas.
Até o momento, apesar de terem sido confirmadas plantas doentes, as equipes de fiscalização não encontraram o psilídeo, que é o inseto vetor da doença, na região. Mesmo assim, foram instaladas armadilhas em várias localidades para tentar controlar a presença do inseto. Os estudos devem se estender por alguns dias, porque os psilídeos podem ter sido eliminados por predadores naturais.
O greening afeta seriamente as plantas cítricas, provocando queda prematura dos frutos e redução da produção, podendo levar à morte precoce das plantas. Os frutos afetados geralmente são menores, deformados, com sementes abortadas, menor teor de açúcares e acidez elevada, o que compromete o sabor e reduz o valor comercial, tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.
Ao longo de dois anos, as ações de orientação e combate ao greening conseguiram eliminar mais de 270 mil mudas infectadas.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
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