Portal da Cidade Loanda

DIA DAS CRIANÇAS

Loandense realiza sonho de infância e encontra o pai por teste genético

"Eu renasci quando vi o resultado do DNA. Minha história traz uma mensagem importante de coragem, persistência e esperança", revela Caroline Moreno.

Publicado em 10/10/2026 às 08:26
Atualizado em

Um dos maiores desejos da infância era descobrir quem era o pai. (Foto: Acervo pessoal)

Nesta edição especial do Histórias Loandenses de Dia das Crianças, refletimos que maioria dos pequenos espera ganhar presentes materiais. No entanto, para loandense Caroline Moreno, um dos maiores desejos da infância era diferente: descobrir quem era seu pai. Depois de quase quatro décadas, aos 38 anos, ela teve coragem de ir atrás e conseguiu, por meio da busca genética, descobrir a identidade dele.

“Morei em Loanda com minha mãe até os 12 anos. Depois, mudamos para o Mato Grosso. Mesmo em outro Estado, eu continuava querendo saber quem era meu pai, conhecer o rosto, a história, entender de onde vinha uma parte de mim”, revelou ao Portal da Cidade.

Durante a infância, o avô materno ocupou a figura paterna na vida dela, mas a dúvida sobre a origem permanecia. A oportunidade de iniciar a busca surgiu em dezembro de 2024, depois que ela assistiu a uma reportagem sobre pessoas que encontraram familiares por meio de testes genéticos.

Caroline relembra que comprou um exame do Genera, que é o primeiro laboratório brasileiro de genética a oferecer uma plataforma personalizada de testes de ancestralidade. Em seguida, ela começou a montar a árvore genealógica a partir dos resultados. Foram nove meses de busca, muitas tentativas e cerca de 14 famílias investigadas até encontrar a certa. Ela disse que a maior parte das conexões apontava para Minas Gerais, até que uma informação levou novamente para o Paraná.

“Mesmo com as pistas de que aquele homem poderia ser meu pai, o processo até fazer o teste de compatibilidade genética, foram longos 2 meses. O resultado saiu há menos de um ano. Quando acessei o site da Genera, havia a confirmação de que ele era meu pai. Eu chorei, pulei, gritei, ri. Parecia que eu tinha renascido! Depois, também fizemos um exame oficial de DNA e o parentesco foi confirmado”, detalha, emocionada.

O primeiro encontro entre pai e filha aconteceu no Natal de 2025, em Gramado (RS). Em maio deste ano, os dois se reencontraram em Pernambuco. Mesmo sem terem convivido durante a vida, ela conta que, de cara, já percebeu semelhanças em comportamentos, gostos e maneiras de agir.

 

Caroline Moreno

HISTÓRIAS LOANDENSES

Encontrar meu pai foi encontrar um pedaço de mim em outra pessoa. Eu sempre digo que já ganhei tudo. Eu não tinha nada, agora tenho toda minha origem esclarecida. É bonito observar as nossas semelhanças. Às vezes percebo um jeito de falar, uma reação, uma característica e era daqui que isso vinha!

Caroline Moreno

 

Depois da experiência, Caroline decidiu registrar a trajetória em um livro. A obra "Onde está meu Papai?" foi escrita em aproximadamente de dez dias em janeiro deste ano e mostra que a genética pode ajudar outras pessoas que passam por uma situação semelhante à que ela viveu.


NOTA DA REDAÇÃO

Apesar da boa relação com a filha, o pai preferiu não participar da reportagem.

Fonte: Portal da Cidade Loanda

Envie sua notícia

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp