Meio ambiente
Obras na voçoroca da Água da Mina avançam com canal e plantio nativo
O Portal da Cidade mostra o que está sendo feito para conter uma das maiores erosões do Brasil nove meses após o anúncio das obras.
Publicado em
22/03/2025 às 08:06
Atualizado em
Nove meses depois do Governo do Estado anunciar mais de R$ 46 milhões de investimento para conter a voçoroca da Água da Mina em Loanda, o Portal da Cidade atualiza as informações sobre o andamento das obras, que tem prazo de 24 meses para ser concluída.
Com 8km de extensão e 15 metros de altura em alguns locais, ela é considerada uma das maiores erosões do Brasil. Se não houvesse intervenção humana, o avanço da voçoroca poderia impactar diretamente a vida de moradores da região.
Tudo começou em junho do ano passado, quando o um convênio entre o Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), e a Itaipu Binacional, investiu R$ 46,1 milhões, sendo R$ 21 milhões do IAT, para controlar a erosão.

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De acordo com o fiscal operacional do convênio pela Itaipu, Ronielton Fernando Rosa, as obras civis já estão em andamento. Atualmente, está sendo construído um canal para captar toda a água pluvial da cidade, interrompendo o fluxo que deságua diretamente na voçoroca.
Além disso, cerca de 30 hectares da área afetada serão recuperados com o plantio de vegetação nativa ao longo do Ribeirão Tamanduateí. "Será plantada uma faixa de 30 metros em cada margem, utilizando cerca de 20 espécies florestais selecionadas para a revegetação", explica Rosa. Antes do plantio, a área será cercada para garantir sua proteção e evitar invasões.
Outro ponto do projeto é a construção de um dissipador de água no final do canal. A estrutura deve reduzir a velocidade do fluxo hídrico por meio de quedas de nível, permitindo que a água se infiltre gradualmente no solo, sem causar novos buracos. Já as obras de bioengenharia aguardam ajustes técnicos antes de serem iniciadas.
"O município vem sofrendo com este processo erosivo e, diga-se de passagem, não é o único de Loanda. É devido ao tipo de solo existente nesta região que a voçoroca se aproximou de forma agressiva dos bairros mais próximos daquele local", explica Ronielton Rosa.
Ele ainda destaca a importância das intervenções. "A contenção do processo erosivo é extremamente importante para que não ocorra mais perda de solo e diminua exponencialmente o volume de sedimentos que são carregados até os rios contribuintes e chegue ao Rio Paraná, que forma o lago da usina da Itaipu. Com isso também diminui o assoreamento dos rios, melhora a qualidade da água e aumenta consideravelmente a vida útil do reservatório da usina", finaliza.
Fonte: Portal da Cidade Loanda
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