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ATENÇÃO AOS SINAIS

Psicóloga da Secretaria da Mulher de Loanda fala dos tipos de violência

No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, Caroline Gimenes alerta que a violência nem sempre começa com uma agressão física.

Publicado em 22/07/2026 às 16:25
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Psicóloga do Cram alerta que a violência nem sempre começa com agressões físicas e pode ser identificada nos primeiros sinais. (Foto: Acervo pessoal)

No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, lembrado nesta quarta-feira (22), a conscientização sobre as diferentes formas de violência contra a mulher ganha ainda mais importância.

Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) de Loanda, Caroline Lima Gimenes, na maioria das vezes o feminicídio é resultado de um ciclo de violência que pode ser interrompido nos primeiros sinais. “Reconhecer a violência é um passo fundamental para interrompê-la”, afirma.

"A violência nem sempre começa com uma agressão física. Muitas situações iniciam com comportamentos que parecem pequenos ou são confundidos com demonstrações de cuidado, mas podem evoluir para formas mais graves", explica Caroline. 

De acordo com a psicóloga, a Lei Maria da Penha reconhece diferentes formas de violência contra a mulher. Entre elas estão a violência física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária, quando o agressor utiliza filhos ou pessoas próximas para atingir emocionalmente a vítima.


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A psicóloga também alerta para comportamentos que podem indicar um relacionamento abusivo: sentir medo da reação do parceiro, pedir permissão para atividades cotidianas, se afastar de familiares e amigos, ser constantemente humilhada, sofrer ameaças durante tentativas de término ou perceber que a autonomia está sendo reduzida.

Combater o feminicídio, segundo ela, passa pela informação e pelo fortalecimento da rede de apoio às mulheres. “É importante que familiares, amigos e vizinhos saibam reconhecer os sinais e acolham a vítima sem julgamentos, orientando-a a buscar ajuda especializada”, pontua.

“Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos, maiores são as possibilidades de interromper a violência”, reforça a psicóloga. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias e orientações também podem ser feitas de forma gratuita e sigilosa por meio do 180.

Fonte: Portal da Cidade Loanda

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