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Super El Niño: Copel define ações de prevenção

"A relevância deste processo está em anteciparmos ações para a tomada de decisão", afirma o diretor de operação e manutenção, Gustavo Carvalho.

Publicado em 31/07/2026 às 08:48

Evento reuniu profissionais nesta semana. (Foto: Copel)

A Copel reuniu, nesta terça-feira (28) em Curitiba, meteorologistas e profissionais das áreas de operação, infraestrutura e gerência de bases de campo em oficinas de alinhamento de ações de contingência com foco no Super El Niño.

“Estamos discutindo as melhores práticas para nos preparar para uma sequência de eventos climáticos extremos projetados para o último quadrimestre deste ano. A antecipação de ações de equipes multidisciplinares da Copel e a coordenação operacional e logística são fundamentais para os trabalhos de restabelecimento da energia e demais serviços essenciais", afirma o diretor de operação e manutenção, Gustavo Theodor Carvalho.

Segundo ele, a operação coordenada faz a diferença em situações de urgência e emergência que envolvem eventos climáticos. "O Super El Niño projeta uma frequência maior de eventos extremos. Podemos vir a ter, simultaneamente, ocorrências severas como a do tornado de Rio Bonito do Iguaçu, registrado em novembro passado. Estamos olhando pessoas, material, tecnologia e sistemas para que possamos ter qualidade no restabelecimento de energia", explica Theodor.


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No encontro desta semana foi apresentada uma palestra on-line de uma equipe da empresa Climatempo, que assessora a Copel com prognósticos semanais das condições climáticas. No suporte diário de acompanhamento do clima em tempo real com base de dados verificados por estações meteorológicas, a Copel conta com os serviços do Simepar, com a emissão de boletins em horas cheias com o panorama de todas as regiões paranaenses.

Segundo o coordenador da Climatempo, em São Paulo, Gustavo Verardo, o desenvolvimento do fenômeno El Niño na costa do Oceano Pacífico, entre o Peru e a Oceania, está sendo monitorado pela empresa. "A modelagem climática nos indica que os meses de setembro, outubro e novembro no Brasil possam ser influenciados por esse El Niño com intensidade muito forte", observa.

EFEITOS NO CLIMA

Em apresentação remota, os meteorologistas da Climatempo, Lara Marques e Vinícius Lucyrio, destacaram as causas e efeitos do El Niño na região Sul do País.

Os especialistas calculam a intensidade do fenômeno climático com base no índice da temperatura da superfície do mar, neste caso pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

A classificação varia de El Niño fraco, com escala de aquecimento do oceano variando entre 0,5 e 0,9 graus Celsius; El Niño Moderado (1,0 a 1,4 ºC); El Niño Forte (1,5 a 1,9 ºC) e El Niño Muito Forte (aquecimento maior ou igual a 2 ºC). O evento que se avizinha, apelidado de Super El Niño, é classificado cientificamente como El Niño Muito Forte, pela estimativa de aquecimento do oceano até 3,6ºC acima da média.

“Há a tendência de que esse fenômeno se torne muito forte, com possibilidade de figurar entre os grandes eventos históricos de El Niño”, diz Vinícius Lucyrio.

Já para o mês de agosto, segundo Vinícius Lucyrio, é prevista temperatura acima da média no Paraná. Em outubro, as chuvas devem ser mais expressivas, com volumes de 75 mm a 150 mm nas regiões Central, Norte e Noroeste do Estado. O meteorologista da Climatempo diz que o mês de novembro deve ser o mais crítico em relação a chuvas extremas, com volumes de até 200 mm acima da média em algumas regiões. Em dezembro o padrão deve se repetir.

Fonte: Copel

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