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SUPERAÇÃO

Atleta de Porto Rico transforma dor do luto em força no tatame

Após perder a esposa e o pai em 2019, Valter Junior encontrou no esporte o refúgio para reconstruir a vida ao lado do filho de 8 anos.

Publicado em 05/09/2026 às 07:44

A trajetória ganha um significado especial neste Setembro Amarelo. (Foto: Arquivo pessoal)

Há lutas que acontecem no esporte, com um adversário do outro lado. Outras são silenciosas e sem medalhas. Apesar de ser acostumado no tatame, o atleta de Porto Rico, Valter Luiz Ferreira Junior, de 31 anos, teve a batalha mais difícil depois de perder dois familiares em um curto período.

A história de Valter com o Kung Fu começou há 15 anos, quando passou a treinar Shuaijiao e Sanda, conhecido como Boxe Chinês. Os primeiros resultados vieram cedo. Nos dois primeiros anos da carreira ela já foi campeão paranaense de Shuaijiao e também conquistou a Cup Brazil de Kung Fu.

“Em 2014 me casei, depois comecei a faculdade e há oito anos meu filho nasceu. Parecia que minha vida estava seguindo um caminho, mas no final de julho de 2019 tudo mudou... Sofri um acidente de carro enquanto estava com minha esposa, a avó dela e nosso bebê", relembra.

A mulher ficou internada, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu em setembro. Apenas três meses depois, ele também perdeu o pai por infarto. Valter ficou com consequências físicas que permanecem até hoje, limitações que mudaram a rotina. Na época, o filho Luiz Fernando tinha apenas 1 ano e 2 meses. O pequeno foi uma das principais razões para que Valter encontrasse forças para continuar.

Valter Luiz Ferreira Junior

SUPERAÇÃO

Houve momentos em que nada mais parecia fazer sentido. Passei por pensamentos muito ruins. Foi nesse cenário que o esporte voltou a ocupar um espaço diferente na minha vida. Em 2024, depois de anos afastado, retomei e isso me salvou!

Valter Luiz Ferreira Junior

O Kung Fu ajudou o atleta a reencontrar objetivos, propósito e disciplina. As medalhas representam muito mais do que vitórias. Cada conquista carrega também a história de quem precisou aprender a conviver com as marcas das perdas e recomeçar.

Atualmente, Valter disputa o 36º Campeonato Brasileiro de Kung Fu Wushu, em Maceió. Em outubro, ele terá outro desafio: o Campeonato Pan-Americano de Kung Fu e Taijiquan, em Buenos Aires, na Argentina.

A trajetória ganha um significado especial neste Setembro Amarelo. “Se servir de motivação para alguém, acredito que já terá valido a pena contar tudo o que vivi. A luta mais difícil da minha vida não foi em cima do tatame, mas contra a vontade de desistir. E essa, você não precisa vencer sozinho", afirma.

Fonte: Portal da Cidade Loanda

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