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SEGURANÇA

Recebeu ligação do banco pedindo pix? Polícia Civil alerta para golpes

Criminosos simulam atendimentos bancários por telefone ou mensagens sobre falsas movimentações financeiras para enganar as vítimas.

Publicado em 16/10/2026 às 14:10

O boletim de ocorrência pode ser registrado pela internet. (Foto: Fabio Dias/EPR)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população para o golpe da falsa central bancária. Em uma das situações, uma pessoa entra em contato com a possível vítima, se apresenta como funcionário do banco e informa que uma tentativa de compra suspeita foi identificada na conta. Para impedir que o dinheiro seja descontado, orienta o cliente a fazer uma transferência via Pix para uma suposta conta de segurança. O que parecer um procedimento bancário é uma das estratégias utilizadas por criminosos.

Nesta modalidade de estelionato, os golpistas entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens, simulam atendimentos bancários e utilizam informações sobre supostas movimentações financeiras para obter senhas, códigos de verificação e transferências de dinheiro.

LIGAÇÃO FALSA

O atendente conhece procedimentos bancários, utiliza termos financeiros e apresenta uma solução: transferir o saldo para outra conta. É nesse momento que a vítima deve acender o alerta e interromper o contato. Segundo o delegado da PCPR Fernando Garbelini, nenhuma instituição bancária solicita transferências para proteger valores depositados.

Esse tipo de golpe se utiliza de engenharia social para manipular psicologicamente a vítima, gerando sensação de medo e urgência, ao mesmo tempo em que diminui o pensamento racional.


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Além das transferências, os criminosos podem solicitar senhas, códigos de verificação e até a instalação de aplicativos no celular, sob a justificativa de realizar procedimentos de segurança. Esses programas podem permitir o acesso remoto ao aparelho e às informações bancárias da vítima.

Mesmo quando o número exibido na tela aparenta pertencer à instituição financeira, a orientação é não fornecer informações pessoais ou bancárias durante o contato.

“Banco não pede senha por telefone, não solicita código de segurança e nunca orienta o cliente a fazer Pix para proteger dinheiro. Também desconfie se pedirem para instalar aplicativo no celular. Isso pode permitir que o criminoso controle sua conta a distância”, alerta o delegado.

A PCPR orienta que, diante de uma ligação suspeita, o cidadão desligue, aguarde alguns minutos e procure a instituição financeira por meio dos canais oficiais, como o aplicativo do banco ou os telefones disponibilizados em seu site.

O QUE FAZER APÓS O GOLPE 

Se a transferência já foi feita, a vítima deve entrar em contato imediatamente com o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento criado pelo Banco Central para auxiliar na recuperação de valores transferidos por Pix em situações de fraude.

O mecanismo permite que as instituições financeiras analisem a ocorrência e, quando identificados os requisitos para a devolução, realizem o bloqueio e a recuperação dos valores disponíveis. A solicitação, no entanto, não garante o ressarcimento do dinheiro. “Na sequência, registre boletim de ocorrência na Polícia Civil”, orienta o delegado.

No boletim de ocorrência, a vítima deve informar os dados da transação, os números utilizados pelos suspeitos e outras informações que possam contribuir com a investigação.

REGISTRO DE OCORRÊNCIA 

O boletim pode ser registrado pela internet, no site da PCPR, conforme a natureza do fato, ou presencialmente em uma unidade policial. Informações que possam auxiliar nas investigações e identificação de suspeitos também podem ser repassadas pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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