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Dia do meio ambiente

50% das espécies de peixe da bacia do Rio Paraná passam pela UHE Porto Primavera

No Dia do Meio Ambiente, conheça como a Usina, que influencia no turismo do extremo Noroeste, consegue os registros através da escada para peixes.

Publicado em 05/06/2023 às 11:05
Atualizado em

Estrutura de transposição permite que os peixes atravessem a barragem. (Foto: Arquivo/Auren)

Com 245 quilômetros de extensão, o reservatório da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (UHE Porto Primavera), da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), tem registrado 50% de todas as espécies de peixes existentes na bacia do Paraná.

O índice é baseado nos trabalhos realizados pelo programa de ictiofauna da companhia, que visa promover ações de conservação de peixes na área de abrangência da Usina. Os dados mostram que de 2020 a 2022 foram registradas 105 espécies de peixes no reservatório, do total de 211 descritas em toda a bacia.

Segundo o gerente de Sustentabilidade e Operações, André Rocha, os resultados atestam a eficácia dos acompanhamentos ambientais realizados e a riqueza de peixes na região. “O fato de termos metade das espécies que ocorrem em toda a Bacia do Paraná no reservatório da UHE Porto Primavera é bastante expressivo e demonstra a qualidade ambiental de nosso reservatório para a manutenção do número de espécies e a abundância de peixes nessa região”, ressalta.


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ESCADA PARA PEIXES

Para colaborar com esse processo de reprodução dos peixes e, consequentemente, manutenção das espécies, a UHE Porto Primavera possui, desde 2001, a escada para peixes. A estrutura de transposição conta com quase meio quilômetro de extensão e foi projetada para que as espécies migratórias possam atravessar a barragem da usina de forma segura e o mais semelhante possível aos desafios que encontrariam na natureza.


Ao todo, 18 espécies migradoras que percorrem longas distâncias são prioritárias para estudo e monitoramento da escada para peixes. Deste total, 72% utilizam o sistema de transposição na piracema. O índice é baseado no sistema de monitoramento eletrônico implantado em toda a escada e em microchips colocados nos peixes anteriormente.

De 2012 até dezembro de 2022 foram marcados com microchips 5.566 de peixes migradores. Destes, passaram pela escada 1.123 indivíduos marcados, ou seja, 20,2% dos peixes marcados utilizaram a escada para subir e descer o rio Paraná. “Vale destacar que esta é uma amostragem, uma vez que o número de peixes que utilizam a escada é muito maior e seria inviável colocar microchips em todos eles”, ressalta Rocha.

A escada de peixes da UHE Porto Primavera é a mais estudada do país e foi a primeira estrutura de transposição a ter, com registro público e categórico, a passagem dos peixes bidireccionalmente (subindo e descendo o rio). A publicação ocorreu em 2019.

Fonte: Assessoria de imprensa Cesp

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