Diariamente somos bombardeados por textos curtos, especialmente na internet, mas quanto tempo dedicamos a uma boa leitura? Dados da última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostram que quase metade da população acima de 5 anos não lê nenhum livro em um período de três meses, o que leva o país a perder mais leitores há cada ano.
O grupo loandense de leitura Carolina Maria de Jesus vai de encontro à realidade vista na maior parte do Brasil. É por isso que neste domingo (7), Dia do Leitor, o Portal da Cidade preparou uma reportagem especial com o idealizador da iniciativa, que reúne professores, policias, psicólogos e jornalistas para desenvolver o processo complexo de decodificar símbolos para extrair significados, popularmente conhecido como leitura.
Quem teve essa ideia há menos de um ano foi o professor dr. Eduardo Borba Gilioli. O círculo já conta com 12 membros. "Nomeamos como Carolina Maria de Jesus [foto abaixo] para homenagear a escritora negra e periférica, cuja principal obra retrata a continuidade da desigualdade social brasileira, iniciada no processo de colonização do Brasil", explica.
A proposta dos amantes de leitura é se reunir há cada dois meses. Nas ocasiões, o debate fica aberto para que cada integrante possa apresentar a sua análise sobre diferentes obras. Dentre os aspectos abordados por eles, estão pontos históricos, políticos, econômicos, religiosos e morais.
Eduardo Borba Gilioli é mestre e doutor em educação, docente e pedagogo.
A literatura brasileira está entre favoritas dos membros. Desde Érico Veríssimo, famoso pela obra Olhai Os Lírios do Campo, até Lygia Fagundes Telles, considerada uma das escritoras mais importantes do século XX. O professor conta que as obras são selecionadas coletivamente pelo grupo.
Embora a reunião seja composta por uma maioria de pessoas que já se conhecem, o grupo Carolina Maria de Jesus é aberto a quem se interesse pela iniciativa e esteja disposto a participar. Para isso, basta entrar em contato pelo Instagram @grupo_de_leitura_cmj.